quinta-feira, 29 de abril de 2010

MANIFESTO DE UM LEITOR DO BLOG DO MIOLO BAIANO


Interessante...
Quem se importa com os professores??
Já me fiz por muitas vezes essa pergunta.

Não somos como os motoristas de onibus, quando param dão séiras dores de cabeça aos trabalhadores que dependem do transporte coletivo. Não somos como os médicos, quando param deixam vários doentes sem atendimento. Não somos como os policiais, quando param deixam na sociedade um sentimento de insegurança...

...Mas, na sociedade que temos, onde impera a violencia, o analfabetismo e as drogas, é dificil entender, Porque não valorizamos os profissionais que formam nosso filho. Que na maioria das vezes tem mais contato e influencia com eles que nós. Talvez, valorizar os professores seja um ato de prevenção e reconhecimento por esse profissional que cuida dos futuros outros profissionais que tanto quanto os professores precisam ser valorizados.
Mais:
No dia 16 durante assembleia geral os professores de Camacan ficaram sabendo que não receberiam o piso salarial a que têm direito, de R$ 512,33. Estavam e continuariam recebendo R$ 475,10, piso de 2009.

A alegação da prefeita de Camacan, Angela Castro foi de que a folha total de pessoal do municipio de Camacan ultrapaça o limite prudencial, e que se a mesma não observasse esse limite seria penalizada pela LRF Lei de Responsabilidade Fiscal.
Os professores entendendo que os numeros não eram reais, e que mesmo os valores reais foram onerados por contratações e cargos super valorizados, decidiram por fazer mais uma reunião com a prefeita no dia 19 às 10h e nova assembleia com a categoria às 16h.

Como a resposta da prefeita continuou sendo negativa os prefessores fizeram uma paralização de advertencia com muitas manifestações nos dias 20, 22 e 23, quando em outra assembleia às 15h ficou constituido o comando de greve.

Os professores ficaram incrédulos e bestificados com a imprudente dureza da prefeita que apesar de negar o reajuste salarial dos professores, teria dado aos médicos do municipio um aumento de 30% em seus salários. O desejo de todos os professores de Camacan é que essa greve acabe o mais rápido possivel...

É muito triste ver uma gestora como a nossa que se elegeu com o apoio da maioria dos educadores ter essa lamentável atitude com a categoria. Espero que Deus toque no coração dela. Que ela lembre da dificuldade que teve para estudar (como ela mesma diz) morava na Porangaba (Faz.) e tinha que andar muito, que fui educada e acolhida por algum educador e hoje prefeita valorize a educação que recebeu num ato de solidariedade aos professores.
Colaboração de Nilson Brasil (Camacan).

9 comentários:

Anônimo disse...

Quero ver quando é que a comunidade vai ver a importância do professor.

Anônimo disse...

O inciso V do artigo 206, da Constituição Federal de 1988, refere-se à valorização
dos profissionais do ensino. Aqui, vale salientar que a Constituição
cuida, preponderante, dos profissionais do ensino público.
Outro dado importante é que não se refere o inciso aos professores, mas aos profissionais do ensino. Ora, a valorização do profissional do ensino é a primeira providência para transformar o profissional do ensino para evitar a perda de sua dignidade e identidade profissional.
O profissional do ensino não pode ser considerado, no mercado escolar, como uma simples mercadoria, como ocorre em muitos Estados da Federação com a figura do professor.

Ao profissional do ensino público são garantidas três prerrogativas:

a) Planos de carreira para o magistério público
b) Piso salarial profissional
c) Ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos.

O ensino não pode ser apenas um bico, mas uma carreira profissional. O magistério público não
deve ser transformado num ganho avulso, numa tarefa ocasional.
Anterior a esta nova ordem jurídica, até mesmo pela forma como muitos ingressaram no serviço publico, muitos transformaram a profissão de ensinar em mera viração, num emprego
subsidiário e pouco rendoso.
Às vezes escutamos, no meio escolar ou familiar, professores a dizer que o magistério é sua
cachaça. Ora, magistério não é cachaça, e sim, uma carreira.
Como carreira, o magistério, para o profissional do ensino, é um modo de vida, é sua profissão.

Disponível em acesso em 30 abr. 2010.

Anônimo disse...

"Os professores, como agentes de mudanças e formadores das novas gerações, são essenciais para a sociedade e para o desenvolvimento de um país, mas infelizmente nem sempre são respeitados nos seus direitos e valorizados pela sociedade e o Poder Público."

Nelson Joaquim

advogado, mestre em Direito pela UGF, especialista em Direito Civil, Romano e Comparado, professor da Universidade Estácio de Sá.

Disponível em acesso em 30 abr 2010.

Adimirador dos profissionais da Educação disse...

Até quando os professores irão lutar por um mísero reajuste salarial, enquanto outros setores sem precisar manifestações recebem 30% de aumento salarial. Até quando!! ou não tem quando!!!

Adimirador dos profissionais em Educação disse...

Até quando os professores terão que lutar fazendo manifestações públicas para conseguirem um mísero repasse salarial enquanto outra categoria recebe 30% sobre o seu salário. Até quando senhores(a)governantes, até quando?!Ou não tem quando?!!!!!!!!!

Anônimo disse...

"Não há educação de qualidade sem um professor preparado, com uma remuneração digna."

Não está na hora de discutir uma proposta que possa humaninar o trabalho do professor?

Anônimo disse...

Espera-se que o professor se mantenha atualizado, numa formação contínua, mas e a contrapartida? Quais os investimentos que são feito nas pessoas que alicerçam este país?

Anônimo disse...

Eu sei, é vá lá e faça!

Vá para a formação e pague.

Plataforma Freire? Demagogia?

Anônimo disse...

"Não há desenvolvimento sem Educação. Esta é uma constatação que todos concordam."

Os gestores de Camacan tem consciência disto?

"A Educação é, de fato, o único caminho para que um país possa mudar seu patamar de desenvolvimento." O que estamos esperando?